A entrevistada é Sônia Maria Souza Carradore e tem como temática central a memória de infância de seu esposo, o senhor Valdir Carradore (in memoriam).
Valdir Carradore era filho dos comerciantes Mário Carradore (in memoriam) e Izidra Rocha Carradore (in memoriam). Izidra nasceu em 08/12/1922 e faleceu em 15/10/1953, aos 30 anos de idade. Conforme o relato de Sônia, sua sogra faleceu no ano de 1953, quando se encontrava grávida de aproximadamente cinco a seis meses. O falecimento decorreu de complicações após um episódio traumático ocorrido na rua onde residia, envolvendo uma criança que ela acreditou ser seu filho Valmor Carradore, então com 3 anos de idade. O forte abalo emocional resultante desse episódio levou Izidra a ser encaminhada ao Hospital em Araranguá, onde sofreu a perda gestacional e, posteriormente, desenvolveu um quadro infeccioso que culminou em seu óbito. O sepultamento ocorreu em Maracajá, no cemitério municipal.
À época, Valdir Carradore contava com apenas sete anos de idade e, conforme os depoimentos de Sônia, sentiu de forma intensa a perda da mãe. “O Valdir contava que sofreu muito com a morte da mãe dele. Ela era uma mãe amável, que cuidava muito bem dele e, em razão da deficiência que ele tinha, o protegia de forma especial. Ele, assim como seus irmãos mais novos, a Vanda Carradore Matos e o Valmor Carradore, eram muito amados pela mãe e pelo pai. Ele se lembrava com muitos detalhes de todo o afeto que a Izidra demonstrava por ele e por seus irmãos. A Izidra era uma mulher trabalhadora e dedicada à família”, relata Sônia (14/01/2026).
O pai de Valdir, Mário Carradore, nasceu em 19/09/1925 e faleceu em 25/08/1975, aos 50 anos de idade. Nesse período, Valdir estava com 29 anos, já casado com Sônia Carradore. Segundo a entrevistada, o falecimento de seu sogro ocorreu em decorrência de uma infecção generalizada, desenvolvida após um procedimento cirúrgico realizado em Porto Alegre (RS), destinado ao tratamento da neuralgia do nervo trigêmeo, condição caracterizada por dor facial intensa. Após a cirurgia, Mário Carradore recebeu alta hospitalar e retornou à sua residência, porém, com o agravamento do quadro infeccioso, precisou ser novamente internado, vindo a falecer na capital gaúcha. O sepultamento também ocorreu em Maracajá, no cemitério municipal (Entrevista em 14/01/2026).
A perda do pai igualmente abalou profundamente os sentimentos de Valdir Carradore, que via no senhor Mário um exemplo de homem sério, trabalhador e dedicado à família. Naquele período, Valdir tinha sete irmãos, que também sentiram intensamente a ausência do pai. “Meu sogro foi um excelente pai para os seus filhos, um homem de família, sempre atencioso. Faziam três anos que eu e o Valdir estávamos casados, e ele também sofreu muito com a perda do pai. O meu sogro foi um homem empreendedor, empresário, teve restaurante, comércio de “Secos e Molhados”, foi 1º Suplente de subdelegado de Polícia de Maracajá em 1961”, conclui Sônia Carradore (14/01/2026).



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