Ouro Preto x Amigos do Pexinga: conheça os finalistas do Municipal de Futebol de Criciúma
“Vovô” Ouro Preto é o clube mais antigo de Criciúma, enquanto o Pexinga foi fundado na véspera do início da competição
Ouro Preto e Amigos do Pexinga fazem no domingo (19), às 10h, a decisão do Campeonato Municipal de Futebol de Criciúma - Taça Vanderlei Brunel em um confronto de histórias distintas. O “vovô”, como o Ouro Preto é chamado, tem quase 90 anos de fundação, enquanto o Amigos do Pexinga quer escrever sua história com a força da comunidade do Colonial, onde surgiu há apenas três meses.
“São dois times que se mostraram merecedores da presença na final. Quem estiver no Metropol domingo pela manhã vai presenciar um grande jogo”, projeta o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
Fundado em 24 de dezembro de 1939, o Ouro Preto Futebol Clube tem 87 anos e carrega no nome a simbologia do mineral que ajudou a fortalecer a economia da cidade. Porém, o clube nunca teve uma relação direta com a mineração ou empresas do setor carbonífero. Os fundadores eram jogadores do Mampituba, que na época já tinha um time formado.
O Ouro Preto também foi um dos fundadores da Liga Atlética da Região Mineira (LARM) junto com outros oito times de Criciúma e região. A sede do clube, no bairro Santa Augusta, tem diversos troféus conquistados em competições locais e regionais em diversas épocas.
A preparação para o campeonato, no entanto, contou com a colaboração de pessoas da “nova guarda” do grupo, como o engenheiro ambiental Samuel Liecheski, que em 2025 estava em projetos de futebol em Içara.
“Recebi o convite da direção do Ouro Preto para montar o time e trouxemos vários jogadores de trajetória vitoriosa em Içara, como o Marcel e o Maicon Emerim, campeões da Copa Sul e Larm pelo Vila Nova, assim como o técnico Marcos Dominguini, campeão com o Bope FC no futebol de areia do Suíço da Zona Sul Diurno (no Balneário Rincão), e alguns ex-jogadores profissionais”, conta Liecheski.
No time também estão o meia Marcinho Júnior (ex-Criciúma) e o volante Jessé (ex-Criciúma, Caravaggio e Próspera).
Pexinga tem fundação recente
Se o Ouro Preto tem uma vida longa, o Amigos do Pexinga começou a escrever as primeiras linhas de sua história há menos de 100 dias. A equipe foi fundada há cerca de três meses, na véspera do início do campeonato municipal. O nome é uma homenagem a Paulo Roberto Nascimento, o Pexinga, morador do Colonial que faleceu em 2021 e sempre acompanhava os jogos do filho Vinícius Nascimento nos jogos amadores pelo time do Peixe Frito.
“O pai dizia que um dia teríamos o nosso próprio time. Então, quando soubemos que Criciúma teria novamente um campeonato de futebol, nos organizamos e montamos a equipe. Todos concordaram que o time teria o nome e a foto dele”, declara Vinícius, meia do Pexinga e autor do gol de empate contra o Boa Vista na semifinal.
A equipe ainda não conta com uma sede e manda seus jogos no campo da comunidade do Colonial. O time do Pexinga tem alguns jogadores que atuaram como profissionais por vários clubes, como o centroavante Luisão (ex-Altos do Piauí), o volante Felipe Monteiro (ex-Metropolitano), o lateral-direito Matheus Cândido (ex-Moonson) e o próprio Vinícius (ex-Hercílio Luz).
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