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CEIM do Bairro Quarta Linha mobiliza comunidade em prol de menina com Osteogênese Imperfeita

O que começou como parte de um projeto anual voltado à sustentabilidade e reciclagem no Centro de Educação Infantil Municipal (CEIM) Santina Dagostim Salvador, localizado no Bairro Quarta Linha, em Criciúma, transformou-se em uma grande corrente de solidariedade. Alunos, professores e familiares uniram forças em uma campanha de arrecadação de tampinhas plásticas para apoiar o tratamento e a subsistência da pequena Joana Jesus da Rocha, de apenas 8 anos, diagnosticada com Osteogênese Imperfeita — popularmente conhecida como a doença dos “ossos de vidro”.
A iniciativa ganhou corpo no colégio após a professora Fabiana da Silva Soares Goularte trazer ao conhecimento da equipe a história de Joana. A mãe da menina recolhe tampinhas plásticas em diversas localidades da região, como Balneário Rincão e Urussanga, para vendê-las a indústrias de reciclagem, utilizando os recursos tanto para custear o tratamento de saúde quanto para a própria sobrevivência da família.
Do Lixo ao Amparo Social
Para a direção do CEIM, a oportunidade de alinhar o aprendizado ambiental com o impacto social foi imediata. “Todos os anos nós temos o projeto de sustentabilidade aqui no CEIM, que envolve horta, reciclagem e reaproveitamento. O que muda é a temática de trabalho”, explica Magali Rosso, diretora adjunta da instituição. “Aliar o nosso projeto anual para que as crianças comecem a aprender que tudo o que a gente joga fora pode ser reaproveitado e também beneficiar a vida de alguém é um aprendizado completo. É aprender a doar e saber que o que vai para o lixo pode ser importante para o outro”.
Magali, explica que toda direção, professores e demais servidores estão empenhados em ajudar a família que mora no Balneário Rincão.
Esperamos que a resposta da comunidade escolar supere as expectativas da equipe pedagógica.
“Muitas tampinhas de tudo quanto é tipo acabam indo para o lixo. Saber que tudo isso é material que demora para se degradar e que agora pode ajudar essa mãe, é de grande importância ambiental e social”, destaca Magali, ecoando uma percepção compartilhada por todo o corpo docente. Após a triagem, os materiais são encaminhados para empresas que trituram e renovam o plástico.
Como Ajudar?
O CEIM Santina Dagostim Salvador está realizando as suas primeiras entregas de arrecadações na próxima semana, mas a campanha continuará aberta por tempo indeterminado. A instituição agora funciona oficialmente como um ponto de coleta aberto para toda a comunidade do Bairro Quarta Linha e arredores que queira contribuir com tampinhas plásticas.
Além da arrecadação de plásticos, a família de Joana também necessita de doações diretas de insumos diários para o bem-estar da menina. Entre os itens de maior necessidade estão:
Fraldas descartáveis no tamanho XXXG;
Lenços umedecidos;
Talco Granado e pomadas para assaduras;
Leite Neslac Comfort 3+.
Para quem deseja conhecer mais sobre a rotina da pequena e acompanhar a prestação de contas das vendas, o perfil oficial no Instagram é @joanacristalpreciosa. Contribuições financeiras de qualquer valor também podem ser realizadas diretamente para a mãe de Joana, Albani Bagé de Jesus, por meio da chave PIX (celular): (48) 99929-7175.
O que é a Osteogênese Imperfeita? A Osteogênese Imperfeita (OI), conhecida como a doença dos “ossos de vidro”, é uma condição genética rara caracterizada pela extrema fragilidade dos ossos, que se quebram com enorme facilidade, mesmo sem quedas ou impactos graves. Sua causa principal é uma falha na produção de colágeno tipo I, proteína essencial para a sustentação e resistência do esqueleto. Sem ela, a massa óssea diminui drasticamente.
Principais sintomas e impactos:
Fraturas de repetição: Podem ocorrer em gestos simples do dia a dia, como se vestir ou receber um abraço.
Deformidades esqueléticas e baixa estatura: Causadas por fraturas sequenciais que cicatrizam de forma irregular.
Esclera azulada: A parte branca dos olhos ganha um tom azul ou cinza devido à menor espessura do tecido.
Outros efeitos: Fragilidade nos dentes e perda progressiva da audição.
Tratamento: A doença não tem cura, mas o tratamento multidisciplinar — com medicamentos para fortalecer os ossos, fisioterapia contínua e cirurgias ortopédicas — é fundamental para aliviar as dores, evitar fraturas e garantir autonomia e qualidade de vida aos pacientes.

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