Antenor Rocha relembra as gincanas culturais promovidas durante seus mandatos como prefeito de Maracajá
Em comemoração aos 22 anos de emancipação político-administrativa de Maracajá, celebrados em maio de 1989, o Departamento de Educação, Esportes e Cultura promoveu uma Gincana Cultural que marcou as festividades do município durante o primeiro mandato do então prefeito Antenor Rocha. A iniciativa tinha como principal objetivo valorizar a história local, os costumes das comunidades e as manifestações culturais que ajudaram a construir a identidade maracajaense.
Entre as diversas tarefas propostas pela gincana, uma das que mais chamou a atenção foi a encenação de um casamento à moda antiga, apresentada pela Comunidade de Espigão da Toca. A atividade buscou representar os costumes dos casamentos realizados nas décadas de 1920 e 1930, período em que as celebrações eram marcadas pela simplicidade e pelos meios de transporte típicos da época, como carros de boi, charretes e cavalos. Em um tempo em que os automóveis ainda eram raros e inacessíveis para grande parte da população, esses veículos faziam parte do cotidiano das famílias rurais e estavam presentes nos momentos mais importantes da vida comunitária.
A apresentação integrou as atividades da gincana organizada em homenagem ao aniversário do município e reuniu moradores de diferentes idades, que participaram da preparação e da encenação. A proposta permitiu que tradições e saberes populares fossem compartilhados entre as gerações, fortalecendo os vínculos comunitários e preservando a memória local.
O ponto alto da programação acontecia no dia das apresentações, quando as comunidades se reuniam para exibir suas encenações, brincadeiras e manifestações culturais. O evento atraía um grande público, formado por famílias inteiras que acompanhavam as atividades e encontravam nelas momentos de lazer, convivência e aprendizado. Além do caráter festivo, as apresentações transmitiam ensinamentos e valores importantes para o cotidiano, contribuindo para a formação das novas gerações.
A arte de brincar e representar costumes antigos era compreendida como uma forma de educação popular, capaz de aproximar crianças e jovens das tradições locais. Por meio das encenações, dos contos populares, das brincadeiras e das representações históricas, os participantes aprendiam sobre o passado do município e desenvolviam o respeito pela cultura e pela memória coletiva. Em uma época marcada por recursos financeiros limitados, as festividades exigiam poucos investimentos econômicos, mas produziam resultados significativos no campo educacional e cultural.
Em entrevista concedida em 9 de maio de 2025, Antenor Rocha relembrou a importância dessas atividades para a valorização da cultura maracajaense. Segundo ele, “foi uma forma de comemorarmos o aniversário de Maracajá e valorizar a nossa cultura, os nossos saberes, a forma de contextos de casamentos, brincadeiras antigas e tipos de contos populares”.
O ex-prefeito destacou ainda que as gincanas culturais foram realizadas praticamente todos os anos durante seu primeiro mandato. “Eram semanas de organização e havia o dia das apresentações nas comunidades. Era uma atividade que envolvia jovens, idosos e crianças. Era uma festa que não tinha muito custo, era simples, mas preservava a memória dos nossos fatos históricos”, relatou.
A forte participação popular era uma das principais características da iniciativa. O público comparecia em grande número para prestigiar as apresentações, fortalecendo os laços comunitários e incentivando a continuidade das tradições locais.
Dessa forma, a Gincana Cultural contribuiu para a valorização da cultura, dos espaços públicos e dos patrimônios materiais e imateriais do município, reforçando o imaginário popular e o sentimento de pertencimento à história de Maracajá.
Mais do que uma competição, a Gincana Cultural tornou-se um importante instrumento de preservação da memória coletiva do município, demonstrando que ações simples, construídas com a participação da comunidade, podem produzir impactos duradouros na educação, na cultura e na identidade local.


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